16/10/2016

O ENGENHO BOM JARDIM DE GOIANINHA-RN

O ENGENHO BOM JARDIM E MÁRIO DE ANDRADE

    O Engenho Bom Jardim é um desses lugares onde parece que o tempo não passa. A origem do Engenho é do início do Século XVIII. A casa-grande se impõe na Fazenda Bom Jardim como o ponto central do passeio. É um prédio térreo do começo do século XIX, de paredes de taipa, ampla varanda, janelões, e pátio ajardinado. Uma típica construção do Brasil colonial, mantida praticamente a mesma até os dias de hoje.
    Mas a história a que vamos tratar é da visita do intelectual modernista MÁRIO DE ANDRADE, IMPORTANTE NOME DA LITERATURA BRASILEIRA.

  Mário de Andrade
    Em 1928, Mário de Andrade passou 10 dias no Engenho Bom Jardim, em uma visita que fazia ao Nordeste brasileiro. No encontro, Mário conheceu um funcionário do Engenho de nome Chico Antônio, natural de Pedro Velho-RN, conhecido por ser embolador, coqueiro e cantador. Mário ficou encantado com a obra de Chico Antônio. E o encontro rendeu bons frutos, o livro “Turista Aprendiz"


         Foto de Chico Antônio, tirada na época por Mário de Andrade.
    O Engenho Bom Jardim tem muitas outras histórias que se misturam com o patrimônio cultural que é o Engenho. Está aberto a visitação, onde é possível saborear um bom café da manhã, almoço ou lanche, sempre valorizando a cozinha regional.  A visita à fazenda inclui, além da “viagem no tempo”, atrações extras como passeio a cavalo e caminhada por duas trilhas entre a rica vegetação das redondezas. O visitante também pode conferir, a 4 km da casa-grande, o Engenho Mucambo, onde a família Araújo produz as cachaças Maria Boa e Mucambo. 

 
A Fazenda Bom Jardim situa-se a 55 km ao sul de Natal.  As Reservas podem ser feitas pelos telefones: (84) 3243-2214 ou (84) 9461-6614. Os Grupos devem ter o mínimo de oito pessoas. 


Mais informações:
http://wwwbaudegoianinha.blogspot.com/2013/09/o-engenho-bom-jardim-e-mario-de-andrade.html

21/05/2014

Sr. Jaldemar Nunes o Guardião da Historia de Pedro Venho.




 FOTO: www.clednews.com

JALDEMAR NUNES "JAJAU" FOI UM HOMEM QUE POR CONTA PRÓPRIA RESOLVEU  DEDICAR SUA VIDA A PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA DE PEDRO VELHO-RN. ELE  CUIDAVA DA LIMPEZA DAS RUÍNAS DA ANTIGA VILA DE CUITEZEIRAS,  ORIGEM  DA CIDADE. JAJAU RECEBIA OS VISITANTES E TINHA O PRAZER E A PACIÊNCIA EM MOSTRAR CADA PEDAÇO DO LOCAL COM UMA RIQUEZA DE INFORMAÇÕES HISTÓRICAS. GUARDAVA OBJETOS E MANTINHA UM MUSEU COM VÁRIOS DOCUMENTOS E PEÇAS DE ÉPOCA QUE FAZEM PARTE DO CENÁRIO CULTURAL E HISTÓRICO DE PEDRO VELHO-RN. 

SEGUNDO OS MORADORES DO MUNICÍPIO DE PEDRO VELHO O Sr.JAJAU É O GUARDIÃO DA NOSSA HISTORIA E ORGULHO DE NOSSA TERRA!

MAIS INFORMAÇÕES NO LINK ABAIXO!
 http://www.clednews.com/2012/03/homenagem-srjajau-pedro-velho-rn.html
  
"AO UM HOMEM COM TODA SUA SIMPLICIDADE TIRAVA DO POUCO QUE TINHA PARA FAZER O QUE MAIS GOSTAVA, PRESERVAR Á SUA MAIOR RIQUEZA A SUA HISTORIA E A DE SEUS MUNÍCIPES!"

ESSA  POSTAGEM  FOI  PUBLICADA PELO: Museu do Agreste Potiguar, EM  HOMENAGEM  Á "JAJAU" O GUARDIÃO DA HISTORIA AGRESTE!
 Engenho ilha do Maranhão Canguaretama/RN


FUNDADO  PELA  FAMÍLIA  MARANHÃO, O  ANTIGO  ENGENHO  ILHA  DO  MARANHÃO  FOI  TRANSFORMADO  EM  USINA  EM  1910, QUE  FOI  A PRIMEIRA  A  SE INSTALAR NO  RN. HOJE  EM  RUÍNAS  E  CONSIDERADA  POR  HISTORIADORES E FOTÓGRAFOS COMO UMA DAS MAIS BELAS RUÍNAS DO RN. EM CANGUARETAMA, NA  REGIÃO  DO  LITORAL SUL DO  ESTADO DO RIO  GRANDE  DO  NORTE  CONHEÇA  AS  RUÍNAS  DO  ENGENHO  ILHA  DO  MARANHÃO.

18/01/2014

Historia do Municipio de Baia Formosa, RN


 Foto:kalfotografias.blogspot.com.br

 A história de Baía Formosa começou com a construção de um porto de embarcações. Esse porto originou um núcleo de pescadores e estava localizada na única baía do Rio Grande do Norte. No século XVIII, o tal lugar serviu como sendo uma área de veraneio para a família Albuquerque Maranhão e fazendeiros de lugares próximos. Em 1877, ocorreu a chamada "matança de agosto", que se constituiu em um episódio onde o dono de uma área teria ido a um vilarejo, junto com um grupo armado, com a finalidade de tentar expulsar os moradores daquele lugar. Nesse contexto, surgiu a figura de Francisco Magalhães, que, juntamente com outros quatorze homens armados, conseguiram resistir aos agressores. O episódio foi comandado por João Albuquerque Maranhão, latifundiário e dono do Engenho Estrela, e se resumiu em uma horrível luta que resultou na morte de seis pessoas e na prisão e julgamento do comandante da chacina.  
    No final do século XIX, foi construída uma capela no local, tendo como padroeira a Imaculada ConceiçãoAlém disso, também foram criados e anexados ao município de Canguaretama os distritos de Baía Formosa e Vila Flor.
    O povoado do distrito começou a crescer, tendo como base econômica a a lavoura e a pesca. Em 1933, o distrito de Baía Formosa, que havia sido criado em 1892 e pertencia ao município de Canguaretama, foi extinto, juntamente com o distrito de Vila Flor, sendo que depois ambos os distritos foram recriados, mas em datas diferentes (o distrito de Vila Flor, que depois teve seu nome alterado para "Flor" e depois o nome voltou a se chamar "Vila Flor", foi recriado em 1938, enquanto o distrito de Baía Formosa foi recriado somente quinze anos depois). Finalmente, em 1958, o distrito de Baía Formosa foi desmembrado do município de Canguaretama, tornando-se novo município do estado do Rio Grande do Norte, por força da lei estadual n° 2338. O nome do município faz a referência à sua localização estratégica, no extremo leste potiguar e em uma bela enseada que forma a única baía do estado.
 

Baía Formosa é um município brasileiro no extremo leste do estado do Rio Grande do Norte. Pertencente à microrregião do Litoral Sul e à mesorregião do Leste Potiguar, localiza-se a sul da capital do estado, distando desta noventa quilômetros.[1] Ocupa uma área de 245,510 km², sendo que apenas 0,3682 km² estão em perímetro urbano, e a população do município foi estimada no ano de 2011 em habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o 77º mais populoso do estado.
 Com uma temperatura média anual de 27,5 ºC, na vegetação do município predomina a caatinga hiperxerófila. Quanto à frota de veículos, foram contabilizadas 887 unidades em 2010. Com uma taxa de urbanização de 83,14% (2010), o município contava, em 2009, com oito estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,643 (2000), considerado como médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o 57° maior a nível estadual.

fonte: Wikipedia.org

Antigo Presidio de Vila Flor.

Ruínas da Antiga Cadeia de Vila Flor.

03/08/2013

História do Município de Montanha RN.

 Fonte :wikipedia

                               Imagens: Kal fernandes

 Montanhas é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil).

História do Município


Em 4 de dezembro de 1754, o padre José Vieira Afonso recebeu uma sesmaria na Lagoa das Queimadas, às margens do Rio Curimataú, iniciando a povoação da área. O nome Queimada referia-se à queima inicial dos aceiros para a fundação de plantios. A Lagoa de Queimadas mudou de nome no século XIX, passando a se chamar Montanhas, numa referência direta à sua localização. A Lagoa de Montanhas sempre teve um clima agradável e ameno, a ponto de ser considerada a Suíça do Agreste.

A povoação de Lagoa de Montanhas alcançou progresso a partir da fertilidade de suas terras, que sempre garantiu grande produção de cereais. A chegada da estrada de ferro, interligando a região à capital do Estado, no ano de 1882, foi um acontecimento que veio garantir o crescimento do povoado. Lagoa de Montanhas foi considerado distrito do município de Pedro Velho, em outubro de 1938. No dia 8 de janeiro de 1962, de acordo com a Lei nº 2.727, o distrito foi desmembrado de Pedro Velho e se tornou município. Mas somente em 20 de julho de 1963, o município passou a se chamar definitivamente Montanhas.

Geografia do Município

Fica Localizado na microrregião do Litoral Sul. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2012, sua população é de 11.333 habitantes. Área territorial de 82 km² IBGE 2012. O acesso rodoviário para Montanhas é feito pela BR-101, sentido Sul. Em Canguaretama, entra-se à direita, na RN-269. Depois de Pedro Velho, são mais 9 km. A distância de Montanhas até a capital Natal é de 103 km.

13/07/2013

História do Município de Goianinha RN.

 Fonte: wikipedia.org & prefeituradegoianinha.com.br
                                          Imagens do Site: www.latinoamerica24.com
Goianinha é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte localizado na microrregião do Litoral Sul.

História do Município

No início da colonização do Rio Grande do Norte, o território de Goianinha era ocupado pelos índios Janduís, originários dos cariris, que viviam na aldeia e dedicavam-se à caça, à pesca e plantio de mandioca e milho.
Em 1635, o atual município de Goianinha tinha o nome de Goacana ou Viajana e era ocupado pelos Janduís, descendentes dos cariris. Meio século depois, a região já contava com uma população de brancos, possivelmente holandeses, localizados na ilha Guaraíras, onde construíram fortificações contra os ataques indígenas.
Há divergências sobre o início da exploração e certidão  das terras, mas, segundo a tradição, a formação do núcleo populacional foi decorrente das sesmarias doadas a vendedores ambulantes, procedentes de Goiana Grande, Pernambuco, entre 1679 e 1690.
O primeiro nome dado à região, Goiana, vem do vocábulo tupi "guaiana", que significa "abundância de caranguejos". No século XVIII, apareceu o topônimo Goianinha, Goiana Pequena, para distingui-la de Goiana Grande-PE.
Anteriormente, Goianinha fazia parte da Aldeia de São João Batista de Guaraíras, depois, Arês, sob a direção dos Jesuítas. Em 27 de outubro de 1928, porém, o deputado Dr. Antônio Bento e Araújo Lima apresentou e defendeu, na Assembléia Estadual, o projeto para elevar Goianinha à categoria de cidade. Essa realidade foi concretizada a 09 de novembro do mesmo ano, com o aval do governador Juvenal Lamartine de Farias.

Geografia[Mais informações Wikipédia]

De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 22.481 habitantes. Área territorial de 192 km². É limitado ao norte, pelos municípios de São José de Mipibu e Arês; ao sul pelos municípios de Canguaretama e Vila Flor; a leste, co

07/07/2013

CHICO ANTÔNIO: O MESTRE DO GANZÁ.

Á Historia de Chico Antônio
 Fonte: www.clednews.com

Francisco Antônio Moreira, Chico Antônio, nasceu no povoado de Cuité, no município de Pedro Velho, no dia 20 de setembro de 1904. Desde criança mostrou inclinação para a música, para o canto, particularmente para os cocos-de-embolada, gênero musical muito em voga  no Nordeste brasileiro de então.
Seu pai, homem prático, agricultor honesto e trabalhador, em cuja família não havia precedentes de manifestações artísticas, procurou desde cedo encaminhar o filho para a escola, a fim de assegurar-lhe um futuro melhor. Estudar não era a sua vocação, o seu desejo era “cantar cocos”.
Trabalhando na enxada, no sítio do pai, o menino Chico Antônio não perdia a oportunidade de ver as grandes pelejas entre os famosos emboladores de coco que, na época do verão, excursionavam por todo o Estado. Sonhava com o dia em que pudesse, também ele próprio, participar daqueles desafios.
Chico Antônio e Dona Amélia, sua mulher há mais de 50 anos, que já o conheceu coqueiro: “Eu me engracei dela e ela de mim, era hora, digo: Num tem jeito! Fui, comprei uma casa, tinha dois cavalo junto; assim eu casei”.
Quando jovem, Chico desafiou muitos coqueiros e tornou-se célebre animando as festas do sertão.
A encantadora obra
“O coco eu não aprendi a cantá com ninguém, fui aprendendo mais fui puxando na cabeça, do juízo”
Chico Antônio

Suas obras:
 “Boi Tungão”, “Coco de Usina”, “Adeus Luquinha”, “Balão, mané mirá”, “A pisada é essa (esse é bom pueta)”, “Amador Maria”, “Eu vou, você num vai”, “Jurupanã”, “Dois tatú”, “Eh tum”, “Ôh mana, deixa eu ir”, “Pr’onde vais, mulé?”, “Iaiá, dá no boi”, “Êh boi!”, “Engenho novo”, “Justino Grande” e outros.
A OBRA MAIS FAMOSA: O “BOI TUNGÃO”
É o coco mais famoso, nele Chico Antônio descreve o inferno e vê o maiorá (maioral, diabo). É uma passagem pelo inferno, mas que  parece um sonho.
Coco do Boi Tungão (trechos)
Estribilho:
Ai, li-li-ô, Boi Tungão
boi do maiorá
Bunito não era o boi
Como era o aboiá
Eu chamava e ele vinha
pra purteira do currá
Trechos do “Boi Tungão”
Eu ´stava lá em casa
deitado no quente
eu tava bebo de aguardente
quando eu vi chamar
Saí pra fora,
meu amigo e camarada,
era uma nega marvada,
que veio me buscá.
Adonde tinha a nega
a nega Marçalina
Também tinha a Bernardina
E: “Chico Antônio, vá”.
Estribilho
Entrei pra dentro,
sem pensar em nada
à meia-noite, meu estado
vou  lhe avisar
eu fui ao torno,
peguei o mineiro
saí quase na carreira,
balançando o meu ganzá.
Aonde veio
uma nega menina
“hum, hum, hum” no meu ouvido
pegou cochichar.
Estribilho.
Esta música foi trilha sonora do filme: "O homem que desafiou o diabo" com Marcos Palmeira e gravado no Rio Grande do Norte. Sucesso nacional.

09/12/2012

Fandango, um patrimônio vivo


 Grupo folclórico de Canguaretama é o primeiro a receber bolsa vitalícia do Governo do Estado
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@diariosassociados.com.br
                                        Foto: Kal Fernandes
O  grupo em uma de suas últimas apresentações na procissão da padroeira do município
Pelas ruas simples do município praiano desfila a tradição secular. Um cortejo de populares segue a barca rodeada de marinheiros inspirados nas aventuras épicas de oceanos de outrora. São os capitães de mar e guerra e da história dos folguedos e autos natalinos. Na simbologia daquele "veleiro" caminham raízes ibéricas perfumadas pela cultura brasileira mais genuína e popular. A barca do Fandango carrega mais de 150 anos de história sob o asfalto das ruas de Canguaretama. É o mais fiel às tradições do auto no Brasil e o primeiro grupo selecionado pela Lei do Patrimônio Vivo a receber a bolsa vitalícia e mensal no valor de R$ 1,5 mil.

O auto marítimo já foi manifestação indispensável às comemorações do ciclo natalino. Origem ibérica; herança portuguesa. Chegaram ao Brasil sob denominações de Fandango, Chegança, Marujada, Barca, Naucatarineta ou simplesmente dança de marujos. No Fandango originado em Canguaretama, os cerca de 30 integrantes vestem fardas da Marinha Mercante brasileira. Diferem mesmo dos outros autos no canto e enredo. Os do Fandango totalizam 24 jornadas ou romances. Alguns longos, de mais de 15 minutos de cantoria. A chácara da bela Naucatarineta é o núcleo central de todos eles. As encenações representam disputas, resingas, lamentos de marujos perdidos em alto-mar.

Para um dos maiores folcloristas vivos do Brasil, o potiguar areia-branquense Deífilo Gurgel, o Rio Grande do Norte é dos estados da Federação mais ricos em manifestações da cultura popular e o Fandango de Canguaretama é dos grupos mais originais e bonitos do país. O Diário de Natal acompanhou Deífilo e o presidente da Comissão Estadual de Folclore, Severino Vicente na viagem a Canguaretama, semana passada, para contatar os mestres do Fandango e informar a notícia da seleção na Lei. Como era esperado, nem os agentes da prefeitura nem os responsáveis pelo grupo sequer conheciam a Lei do Patrimônio Vivo, de autoria do deputado estadual Fernando Mineiro.

O responsável pelo Fandango desde 1971 é José Manoel do Nascimento Filho, o mestre Zé Dinar, 58 anos. Os folcloristas encontram Zé Dinar no açougue do mercado público, onde trabalha. Praticamente todos os "marinheiros" do grupo são pescadores, gente simples e que preserva a tradição do Fandango sem qualquer apoio municipal. "Nossa barca dorme ao relento, sem proteção nem teto", reclama Kleber Pinheiro, o Klebinho, 54, que divide com Zé Dinar as responsabilidade do grupo. "Tomo conta da parte administrativa. Se Zé Dinar sair eu também saio porque eu não danço e não tem quem substitua ele. Não temos apoio. Nem mesmo uma sala. Ensaiamos na rua. Conseguimos quem cedesse um terreno para nós, mas a prefeitura não levantou um tijolo", lamenta.

O último convite para apresentação do grupo foi em dezembro, durante a procissão da padroeira do município. "Quando chamam a gente pra se apresentar fora, a maioria precisa voltar com alguma comida para casa. São pescadores. E se passam o dia fora não tem peixe no dia. Mas cansei de promessa e voltar de Natal sem nada", reclama Klebinho.

A expectativa de Severino Vicente é a de que a bolsa concedida pela Lei possa proporcionar mais dignidade ao grupo e o folguedo seja preservado. Segundo Zé Dinar, nenhum integrante do grupo sabe cantar todas as jornadas. O mestre teme que o repasse ininterrupto do saber destes fragmentos longínquos das encenações e cantorias entre as gerações possa ser interrompido quando ele parar. Segundo Severino Vicente, a encenação teatral retrata a luta entre mouros e cristãos, com seus duelos de espada, obrigando os infiéis a se renderem e invocarem o nome da Virgem Maria. Submetidos e presos, os mouros pedem o batismo.

Severino explica que o Fandango é inspirado na aventura épica de uma velha Nau, perdida em alto mar durante sete anos e um dia, a caminho das terras de Portugal e Espanha, com a tripulação vivendo momentos de angústia, aflição e incerteza. Não havendo mais o que comer e beber apelam para se alimentar de solas de sapatos. Mas, as solas eram tão duras que não conseguiam comer. Botam as sete sortes, para sortear um dos componentes e alimentar os demais. O sorteado foi o Capitão, o mesmo reage de espada em punho. Do topo do mastro o Gajeiro mira o brilhar das espadas, em seguida solta o grito: Auvistas meu capitão/ auvistas venho lhe dá/ avistei terras em Espanha, ô tolinda/ e ares de portugá. Também avistei três moças, ô tolinda\ Debaixo de um parrerá/ Uma desfiando seda, ô tolinda/ procurado um adedá.

Os primeiros organizadores do Fandango de Canguaretama foram Manoel Francisco de Andrade (Manoel Lima) e Genésio Mangabeira. Em seguida veio Antônio de Andrade (Antônio Lima) e Geraldo Costa. Apresentam-se com 40 componentes e se organizam de forma hierárquica. Capitão de Mar e Guerra, Capitão de Fragata, Capitão Piloto, Capitão Imediato, Mestre e Contra-mestre, Gajeiro, Calafate, Ração, Vassoura e marujos.
Fonte: Diário de Natal

27/08/2012

Primeiros mártires brasileiros

                                                           História do Brasil
  Primeiros mártires brasileiros
                     Dia 5 de março, em Roma, João Paulo II beatificará um grupo
     de mártires brasileiros. Você sabia de sua existência?
História
Em 16 de junho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú - no município de Canguaretama (RN). O que motivou a chacina? A intolerância calvinista dos invasores que não admitiam a prática da religião católica: isso custou-lhes a própria vida.
A chacina de Cunhaú
O movimento de insurreição contra o domínio holandês já começara em Pernambuco, mas, na capitania do Rio Grande do Norte, tudo parecia normal. Bastou, porém, a presença de uma só pessoa para que o clima se tornasse tenso: Jacó Rabe, um alemão a serviço dos holandeses. Ele chegara a Cunhaú no dia 15 de julho de 1645.
Rabe era um personagem por demais conhecido dos moradores de Cunhaú. Suas passagens por aquelas paragens eram freqüentes, sempre acompanhado dos ferozes tapuias, semeando por toda parte ódio e destruição. A simples presença de Rabe e dos tapuias era motivo para suspeitas e temores.
"Além dos tapuias, Jacó Rabe trazia, desta vez, alguns potiguares e soldados holandeses. Ele dizia-se portador de uma mensagem do Supremo Conselho Holandês, do Recife, aos moradores de Cunhaú.
No dia 16 de julho, Domingo, um grande número de colonos estava na igreja, para a missa dominical celebrada pelo Pároco, Pe. André de Soveral. Jacó Rabe mandara afixar nas portas da igreja um edital, convocando a todos para ouvirem as Ordens do Supremo Conselho, que seriam dadas após a missa.
Como havia um certo receio pela presença de Jacó Rabe, alguns preferiram ficar esperando na casa de engenho.
Chegou a hora da missa. Os fiéis, em grupos de familiares ou de amigos, dirigiram-se à igrejinha de Nossa Senhora das Candeias. Levados apenas por cumprir o preceito religioso, os fiéis não portavam armas, mas só alguns bastões que encostaram nas paredes do pórtico.
O Pe. André inicia a celebração. Após a elevação da hóstia e do cálice, erguendo o Corpo do Senhor, para a adoração dos presentes, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da Igreja e se deu início à terrível carnificina.
Foram cenas de grande atrocidade: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelo flamengos com a ajuda dos tapuias e potiguares.
Ao perceber que iam ser mesmo sacrificados, os fiéis não se rebelaram. Ao contrário, 'entre mortais ânsias se confessaram ao sumo sacerdote Jesus Cristo, pedindo-lhe, com grande contrição, perdão de suas culpas", enquanto o Pe. André estava 'exortando-os a bem morrer, rezando apressadamente o ofício da agonia" (Verdonk).
Chacina de Uruaçu
Três meses depois aconteceu o martírio de mais 80 pessoas, e sempre pelas mãos dos calvinistas holandeses. Entre elas estava o camponês Mateus Moreira, que teve o coração arrancado pelas costas, enquanto repetia a frase: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento". Isso aconteceu na Comunidade de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante (a 18 km de Natal).
Contam os cronistas que as notícias dos graves e dolorosos acontecimentos de Cunhaú se espalharam rapidamente por toda a capitania do Rio Grande do Norte e capitanias vizinhas. A população ficou assustada e temia novos ataques dos tapuias e potiguares, instigados pelos holandeses.
Também desta vez tudo aconteceu sob o comando de Rabe, ajudado pelo chefe potiguar Antônio Paraopaba.
Os índios já tinham sido avisados das intenções dos dois e lá estava o chefe potiguar com os seus comandados: mais de duzentos índios, bem armados.
Logo que desceram dos batéis, os flamengos ordenaram aos moradores que se despissem e se ajoelhassem. A um sinal dado por eles, os índios, que estavam emboscados, saíram dos matos e cercaram os indefesos colonos.
Teve início, então, a terrível carnificina, descrita com impressionante realismo pelos cronistas portugueses. Nas descrições, nota-se o contraste entre a crueldade dos algozes e a resignação e o perdão das vítimas:
"Começaram a dar tão desumanos e atrozes tormentos aos homens que já muitos dos que padeciam tomavam por mercê a morte. Mas os holandeses usaram da última crueldade entregando-os aos tapuias e potiguares, que ainda vivos os foram fazendo em pedaços, e nos corpos fizeram anatomias incríveis, arrancando a uns os olhos, tirando a outros as línguas e cortando as partes verendas e metendo-lhas nas bocas..." (Santiago).
A descrição da morte de Mateus Moreira é o ponto mais expressivo de toda a narrativa de Uruaçu e constitui um dos mais belos testemunhos de fé na Eucaristia, confessada na hora do martírio.
"Os algozes arrancaram-lhe o coração pelas costas, e ele morreu exclamando: 'Louvado Seja o Santíssimo Sacramento."
Processo de beatificação
Segundo Mons. Francisco de Assis Pereira, Postulador da Causa de beatificação desses Mártires, "a memória dos servos de Deus sacrificados em Cunhaú e Uruaçu, em 1645, permaneceu viva na alma do povo potiguar, que os venera como autênticos defensores da fé católica". O processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé, no dia 16 de junho de 1989, e, em 21 de dezembro de 1998, o Papa João Paulo II assinou o Decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdortes e 28 leigos.
Mons. Assis acompanhou o processo por mais de dez anos, reunindo documentos em pesquisas realizadas em Portugal, Holanda e no Brasil. Deste material resultou o livro Protomártires do Brasil, de sua autoria.
A cerimônia de Beatificação acontecerá no dia 5 de março, na praça de São Pedro, em Roma. A celebração será presidida pelo Papa. O Cardeal Dom Eugênio Sales, filho do Rio Grande do Norte, presidirá, numa Igreja de Roma, a missa em ação de graças pela beatificação dos Protomártires brasileiros, os primeiros que derramaram o sangue pela fé em nossa Pátria e cujo martírio é reconhecido oficialmente pela Igreja. Fala-se que um grande monumento será construído no local onde aconteceu o martírio de Uruaçu.
Que tal conhecê-los melhor?
No momento em que os brasileiros comemoram os 500 anos da história do País, a Arquidiocese de Natal se esforça para tornar o fato conhecido em nível nacional e não só no meio eclesial.
Segundo Dom Heitor de Araújo Sales, Arcebispo de Natal, a beatificação dos Protomártires do Brasil chega num momento oportuno para colocar em evidência o debate sobre ecumenismo, tolerância e paz no mundo, a partir do diálogo religioso, ao mesmo tempo em que questiona qualquer estrutura social injusta e pecaminosa. No mês de agosto, a Arquidiocese realizou romaria a Uruaçu, reunindo mais de 15 mil pessoas, com o tema "Brasil, um filho teu não foge à luta", lembrando a coragem dos mártires e o seu testemunho em defesa de um país justo e democrático.
LIVROS PUBLICADOS SOBRE O TEMA
Ao longo dos 354 anos, historiadores, jornalistas e escritores têm feito freqüentes referências ao acontecimento. Três livros merecem destaque: Protomártires do Brasil, do Mons. Francisco de Assis Pereira;
Terras de Mártires, da jornalista Auricéia Antunes de Lima;
Mártires de Cunhaú e Uruaçu, do Pe. Eymard L.E. Monteiro.
Cacilda Medeiros e Francisco Morais
Pastoral da Comunicação - Natal/RN                                                                                     Fonte:  Jornal - "MISSÃO JOVEM"   

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21/07/2012

@C: Memória e história: Pedro Velho em Dissertação.

@C: Memória e história: Pedro Velho em Dissertação.: Mestre MARCOS TAVARES DA FONSECA. MEMÓRIA E HISTÓRIA DA ANTIGA VILA DE CUITEZEIRAS PEDRO VELHO/RN (1861 a 1936) João Pessoa, 2006. Disserta...

22/06/2012

Os franceses no litoral sul do RN


Fonte:canguaretamarn.com.br
Os franceses Gramació 


Os franceses nunca esconderam o desejo de explorar o comércio nos novos territórios monopolizados pelos ibéricos depois do Tratado de Tordesilhas. Para tanto, tentaram tomar posse de uma parte do Brasil logo no primeiro século da colonização. Nessa época, a principal atração econômica do território brasileiro foi o pau-brasil, mercadoria muito bem aproveitada no processo de tingir tecidos, já que a atividade têxtil francesa estava em pleno desenvolvimento.
Como a prática comercial não exigia o domínio territorial, os nativos foram cordiais com os franceses, fazendo do litoral da capitania um reduto de exploradores de madeiras. O navegador francês Jacques de Vaulx de Claye, chegou a elaborou um mapa do nordeste do Brasil, em 1579. Tratava-se de um portulano para uma expedição que ocorreu em 1581, planejada por Catarina de Médici para Filipe Strozzi conquistar a costa entre a Amazônia e a Bahia. Essa expedição foi derrotada nos Açores por uma frota espanhola.
O documento de Jacques de Vaulx apresenta um inventário sobre os recursos naturais, espécies de animais e tribos nativas da região. Nesse mapa aparecia uma aldeia denominada Ramaciot, correspondendo a atual área de Vila Flor. Aparentemente, essa deveria ser uma aldeia importante para as relações comerciais dos franceses.
Como um ancoradouro natural, Baía Formosa serviria para os navios franceses receber as mercadorias. Em embarcações menores deveriam entrar no território pelos rios Cunhaú, trairi e Pituaçu e, dessa forma, devem ter feito muitos contatos com os nativos da região.
A atuação dos franceses não parece ter perdido força depois que Portugal passou a ser governado pelos espanhóis. Durante a União Ibérica, entre 1580 e 1640, as invasões à colônia brasileira tiveram um significativo aumento, pois a Espanha estava envolvida em complicados conflitos com franceses, ingleses e holandeses.
Foi por esse motivo que, no final do século 16, o monarca espanhol ordenou a retomada das capitanias do norte da colônia que estavam abandonadas. As capitanias entre São Vicente e Pernambuco estavam relativamente controladas pela Coroa, especialmente após a instalação do Governo Geral. Já os donatários das capitanias de Itamaracá, Rio Grande, Ceará e do Maranhão não conseguiram sucesso em seus empreendimentos, fracassando na colonização.
Com isso, muitos estrangeiros aproveitaram para fazer comércio com os produtos que encontravam na região. Além do pau-brasil, outras madeiras, peles e plumas de animais selvagens também eram comercializadas com os nativos.
Com a retomada dessas capitanias, os ibéricos devem ter feito uma perseguição forte contra as aldeias que mantiveram contatos com os franceses. Depois do domínio ibérico consolidado, os relatos sobre Gramació não aparecem mais. Nem mesmo durante a dominação holandesa, que promoveu várias alianças com os nativos entre 1630 e 1654, há informação sobre a tribo de Gramació.
A aldeia original de Gramació foi, então, exterminada na retomada da capitania, feita a partir de 1597. As informações sobre a aldeia só retornam no final do século 17 e início do 18, cem anos depois da conquista. Por esse motivo há de se imaginar que a aldeia de Gramació que reaparece nos relatos a partir do século 18 já não é a mesma que foi citada pelos franceses, muito embora tenha sido mantida a toponímia.

18/10/2011

O r i g e m d o s M a s s a c r e s

Crise comercial e revolta
Em 1645 o clima no Brasil holandês era tenso. Portugueses e brasileiros iniciaram o levante que expulsou os holandeses
Os  episódios dos massacres de Cunhaú e Uruaçu ocorrem em meio ao levante de colonos portugueses e brasileiros contra o domínio holandês. A insurreição teve bases econômicas. Após um período de relativa paz e prosperidade em Olinda e Recife, os preços do açúcar começam a cair no mercado de Amsterdam. Senhores de engenho e lavradores da cana de açúcar tinham contraído empréstimos junto a Companhia das Índias Ocidentais e se viram sem ter como pagar os débitos Comerciante se acionistas executaram as hipotecas, terras e engenhos foram perdidos, boa parte do capital existente na colônia voltou para a Holanda, o movimento dos navios caiu.
Aos efeitos da crise comercial, que começou em 1638 e agravou-se em 1642, juntaram-se fatores que, mesmo já existindo antes, tinham ficado mais ou menos equilibrados durante o clima de paz e tranqüilidade do período anterior: a incompatibilidade entre o catolicismo luso-brasileiro e o calvinismo holandês, a contradição cultural das tradições rurais da colônia e o urbanismo dos invasores, o encorajamento com a Restauração do trono em Portugal (1640) e a reconquista do Maranhão (1643).
O fato é que em 1645 a revolta, liderada por André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira e outros donos de engenhos e de propriedades confiscadas. O governador da Bahia, Antonio Teles da Silva, prometeu tropas lusas, mas o grosso do exército rebelde foi formado mesmo pelos cotigentes de negros sob o comando de Henrique Dias e de índios, liderados por Antonio Felipe Camarão. A luta começou em 13 de junho de 1645, com João Fernandes Vieira se rebelando no Recife, depois de ter sido delatado às autoridades holandesas. Foi de único uma luta de guerrilhas, com luso-brasileiros e holandeses empregando as mesmas táticas dos anos da invasão: terra arrasada e terrorismo junto à população civil.

Pedro Velho de Albuquerque Maranhão

O homem que deu a origem ao nome da cidade de Pedro Velho RN No dia 27 de novembro ocorreu os 165 anos de nascimento de Pedro Velho de Alb...